Cancro - A nutrigenómica na prevenção e no tratamento do cancro. Muito mais do que uma promessa.

Nutrigenómica e cancro

O QUE É A NUTRIGENÓMICA
A Nutrigenómica, ou Medicina Ortomolecular, é a área da ciência que se refere à interação entre a dieta e os genes. Estas interacções podem influenciar significativamente a digestão, a absorção e a eliminação de componentes alimentares bioactivos, assim como influenciar os seus alvos moleculares.
A Nutrigenómica compreende a nutrigenética, a epigenética, a transcriptómica, a proteómica e a metabolómica, que, aparentemente, são responsáveis pela grande variabilidade no risco de cancro entre os indivíduos com hábitos alimentares semelhantes.
Os objetivos da nutrigenómica são:
1. Identificação de fatores de transcrição (como alvos de nutrientes) e os genes a que se dirigem;
2. Identificação das vias de sinalização envolvidos ao nível celular e a caracterização dos principais sinais dietéticos;
3. Medição de micronutrientes e macronutrientes específicos de indução celular e assinaturas de expressão gênica específicas de órgãos;
4. Identificação de interações entre vias de regulação de nutrientes e vias de stress pró-inflamatórias, para uma melhor compreensão das doenças relacionadas com a alimentação;
5. Identificação de genótipos que podem ser fatores de risco para o desenvolvimento de doenças humanas relacionadas com a alimentação (como diabetes, hipertensão, aterosclerose, cancro, etc);
6. Uso de sistemas de biologia nutricional para descobrir biomarcadores para a detecção precoce de doenças e suscetibilidade (assinaturas de stress) que são alteradas em resposta à dieta(1,2,3).

CANCRO E DIETA
É um facto, incontornável, que a incidência de cancro não tem parado de aumentar desde 1930 e deverá continuar a crescer no futuro e uma estratégia preventiva eficaz é necessária para enfrentar este desafio.
O CANCRO DA MAMA QUE ERA EXTREMAMENTE RARO EM 1949 E APENAS AFETAVA 58 EM CADA 100.000 MULHERES, AGORA AFETA 1 EM CADA 3 MULHERES
E O CANCRO DA PRÓSTATA DESDE 1973 ATÉ AGORA CRESCEU QUASE 200%
O mais frequente tumor maligno da próstata é o adenocarcinoma. Apesar de poderem existir outros tipos de tumor neste órgão, o adenocarcinoma é originado a partir do desenvolvimento das próprias células da próstata.
Estas células, por motivos diversos(genéticos, influenciados por factores ambientais, da alimentação, por tendência familiar, entre outros) originam células cancerosas, que crescem e se reproduzem a um ritmo muito maior do que as células normais, aumentando progressivamente de número e, consequentemente, de tamanho e agressividade do tumor.
Nos EUA são diagnosticados anualmente cerca de 180.000 novos casos deste tipo de neoplasia (tumor), morrendo no mesmo período cerca de 39.000 indivíduos.
Na Europa, o cancro da próstata é responsável por 13% dos novos casos de neoplasia diagnosticados, cerca de 190.000 por ano e quase 9% das mortes atribuíveis a tumor, mais de 81.000 mortes anuais.
Em Portugal, estimam-se em cerca de 4.000 os novos casos diagnosticados a cada ano.
Um em cada nove portugueses virá a sofrer de neoplasia da próstata.
É para nós indiscutível que a alimentação joga aqui, como na saúde em geral, um papel decisivo.
Vários componentes alimentares, incluindo nutrientes essenciais, fitoquímicos, vírus, fungos e bactérias têm sido implicados no risco de desenvolvimento do cancro e de comportamento tumoral. A investigação, porém, sugere que nem todos os indivíduos respondem de forma idêntica a uma dieta .
Os cancros em geral e , em particular, os da mama e da próstata, podem ser influenciados pela resposta à ingestão dietética. Com a chegada ao fim do conceito de que “a mesma coisa serve para todos“, a ideia de abordagem personalizada ganha cada dia mais força, assim como ganha força a ideia de podermos agir sobre os nossos genes com substâncias contidas na nossa dieta ou suplementação.
A alteração dos hábitos alimentares é, potencialmente, uma abordagem eficaz para reduzir este risco.
A avaliação dos efeitos biológicos de um componente específico de alimentos ou um componente bioativo que esteja ligado ao cancro e a previsão da susceptibilidade individual ao mesmo, em função da avaliação das interações entre nutrientes e a genética, passa a ser um elemento essencial para avaliar os beneficiários das intervenções dietéticas .
Em geral , o uso de biomarcadores para avaliar as susceptibilidades  dos indivíduos ao cancro deve ser facilmente acessível e fiável.
E SIM É VERDADE QUE:
Recentemente, se descobriram dois genes tumorais, BRCA-1 e BRCA-2, associados ao cancro da mama. BRCA é uma abreviatura de "breast cancer" (cancro da mama, em inglês). As mulheres com uma mutação nos genes BRCA-1 ou BRCA-2 têm um risco 85% maior de virem a desenvolver cancro da mama.
MAS TEMOS UM PROBLEMA!!!
É QUE, NO CASO DO CANCRO DA MAMA, TODOS TEMOS OS FAMOSOS BRCA1 e 2, OS GENES PREDITIVOS DA SUSCEPTIBILIDADE  A ESTE TIPO DE CANCRO
JÁ NO QUE RESPEITA AO CANCRO DA PRÓSTATA descobriram-se alguns dos genes que poderão estar envolvidos (HPC-1 no cromossoma 1, p53, E-caderina, c-erb-1, PTEN1, gene do AR (receptor de androgénios), entre outros).
Em termos de biomarcadores do  cancro da próstata o PCA3 (Prostate Cancer Gene 3) é um teste de base genética realizado numa amostra de urina. O PCA3 é altamente específico para o cancro da próstata, e, portanto, em contraste com a PSA, o PCA3 não se vê aumentado em condições comuns, como no caso de hiperplasia benigna da próstata (BPH) ou inflamação da próstata (prostatite).
Há quatro cenários em que PCA3 poderia ajudar na tomada de decisões melhores no diagnóstico e tratamento do cancro da próstata. Usando este teste, o médico pode determinar:
1. Que homens com ≥ 1 biópsia negativa têm uma elevada probabilidade de uma repetição da biópsia positiva
2. Que homens com um nível elevado de PSA (entre 2,5 e 10 ng/ml) ou um baixo nível de PSA, mas um Toque rectal suspeito têm uma alta probabilidade de uma primeira biopsia positiva
3. Que homens com Cancro da Próstata têm uma elevada probabilidade de CaP de risco  (Ki67 – proteína que indica o crescimento das células prostáticas)
4. Que homens com CaP têm uma elevada probabilidade de progressão da doença em espera vigilante
Mas hoje é pacificamente aceite, do ponto de vista científico, que os nutrientes afetam a expressão genética e induzem mudanças nas moléculas de DNA e nas proteínas .
E a MEDICINA ORTOMOLECULAR (MEDICINA NATURAL NO SEU MÁXIMO EXPOENTE), proporciona-nos uma oportunidade ÚNICA para estudar como a expressão genética é regulada por nutrientes e como a nutrição afeta variações genéticas e eventos epigenéticos.

O NOSSO OBJECTIVO
Encontrar os componentes envolvidos nas interacções entre dieta e genes, através dos quais um indivíduo pode, potencialmente, ajudar a identificar moléculas-alvo importantes na prevenção e/ou tratamento do cancro.
TRATA-SE DE ALGO NOVO E INOVADOR?
NEM TANTO
Trata-se tão somente de um conceito antigo “deixado na prateleira” pela ciência moderna e “redescoberto” por ser INCONTORNÁVEL.
O conceito de que a dieta influencia a saúde é antigo. Em 400 aC Hipócrates aconselhava os médicos: “Deixem as vossas drogas no pote do químico se poderem curar o vosso paciente com alimentos”.
Também de há muito sabemos em Medicina Ortomolecular que os indivíduos podem diferir nas suas exigências relativamente a um determinado nutriente.
Acredita-se que os hábitos alimentares, como um importante fator ambiental modificável, influenciam o risco de cancro e o comportamento tumoral .
Estima-se que a dieta influencia cerca de 30-40 % de todos os casos de cancro, no entanto, a percentagem real não é conhecida e depende do tipo específico de cancro e os componentes específicos da dieta(4).
No entanto, cada vez mais estudos indicam que o cancro de mama, próstata, fígado, cólon e pulmão estão ligados à ingestão alimentar(5).
O grande excesso de calorias (obesidade e síndrome metabólica) tem estado, constantemente, ligado ao aumento do risco de cancro.
 
Limitando  os Hidratos de Carbono podemos reduzir o cancro da mama e a sua recorrência em mulheres com receptor IGF1 positivo
Investigadores da Faculdade de Medicina de Dartmouth descobriram que a redução da ingestão de hidratos de carbono pode reduzir o risco de incidência e recorrência do cancro da mama entre as mulheres cujo tecido tumoral é positivo para o receptor IGF-1. O estudo, "Risco de cancro da mama e sua recorrência associado com o consumo de hidratos de carbono e Expressão do receptorI IGF-1  nos tecidos", vai aparecer na edição de julho da Cancer Epidemiology Biomarkers & Prevention(6).

Mas, muitos componentes bioativos, presentes nos alimentos podem, potencialmente, fornecer proteção nas várias fases de desenvolvimento do cancro(7).
Alguns destes componentes bioactivos, tais como cálcio, zinco, selénio, ácido fólico, as vitaminas C , D e E, carotenóides, flavonóides, indóis, compostos de enxofre de alilo, ácido linoleico conjugado e ácidos gordos ómega 3 podem influenciar o metabolismo carcinogénico, a sinalização celular, o controlo do ciclo celular, a apoptose, o equilíbrio hormonal e a angiogênese.
Os estudos sobre as variações na incidência do cancro entre e dentro de populações com hábitos alimentares semelhantes, sugerem que a resposta de um indivíduo à comida pode refletir a sua predisposição genética, bem como as diferenças nos padrões de expressão gênica e proteica desse indivíduo.
Os efeitos da nutrição sobre a metilação do ADN e o papel dos eventos epigenéticos na prevenção do cancro, são hoje indiscutiveis(8).

BIOLOGIA DO CANCRO


As células malignas são caracterizadas pela hiper-regulação ou a activação de muitas vias de sinalização, que estão envolvidos na proliferação, apoptose, invasão e angiogénese(9).
Em matéria de malignidade, muitas proteínas e vias estão hiper reguladas e disponibilizando oposição ao comportamento maligno das células .
Hanahan e Weinberg(10) resumiram os desarranjos na sinalização que são necessários para a formação de um tumor totalmente invasivo. Estes incluem:
1. Auto-suficiência em sinais de crescimento ou ativação de sinais de crescimento sem a necessidade de sinais exógenos;
2 . Insensibilidade a sinais de inibição da proliferação;
3. Ativação de vias de sobrevivência
4 . Replicação indefinida que leva a evitar a diferenciação terminal;
5 . Iniciação angiogénica;
6. Invasão e metástase.

Durante o processo cancerígeno, ocorrem múltiplas mutações oncogénicas que muitas vezes são funcionalmente redundantes.
Daí que tenha vindo a ser, sucessivamente, sugerido que não há uma via única que possa assumir-se como a causa do cancro, por conseguinte , apenas várias intervenções dietéticas e/ou químicas são susceptíveis de impedir o crescimento do cancro(11,12)
As evidências sugerem que os alimentos completos oferecem vantagens sobre os seus constituintes isolados no tratamento do cancro. Isto pode ser devido à presença de vários compostos bioactivos dentro do alimento, que exercem efeitos aditivos ou sinérgicos. Por exemplo, na indução de apoptose a células de cancro do pulmão humanas, o chá verde todo é mais eficaz do que os seus componentes individuais na inibição da libertação de TNF-α (Tumural Necrose Factor-α ) (13)
Num estudo em ratos, em que a carcinogénese da próstata foi induzida por N-metil-N-nitrosoureia (NMU) - testosterona, o pó de tomate demonstrou inibir a carcinogénese. Suspeita-se que esses efeitos se verifiquem ao nível da absorção, da retenção, e/ou do metabolismo (14)
Mas o extracto concentrado de um determinado alimento/planta completo, demonstrou ser mais eficaz do que o alimento completo simples (15)

DIETA E PREVENÇÃO DO CANCRO
Estudos de prevenção do cancro têm mostrado que todas as principais vias de sinalização que se encontram desreguladas em diferentes tipos de cancro, são afectadas por nutrientes(16).
Os caminhos estudados incluem: metabolismo carcinogênico, reparação do ADN, proliferação celular/apoptose, diferenciação, inflamação, equilíbrio oxidante/antioxidante e angiogênese. Até o momento, foram identificados com actividade de prevenção do cancro, mais de 1000 diferentes tipos de fitoquímicos(17).
Por outro lado, foi detado que a deficiência de determinados componentes dietéticos interrompe as vias de reparação do ADN.
E muitos componentes alimentares, tais como flavonóides, vitaminas E e C, e isotiocianatos que limpam ROS, demonstraram ter  capacidade de estimular a reparação de dano oxidativo ao ADN(18).
P.ex: a suplementação dietética com cenouras cozidas demonstrou ter a capacidade para evitar a produção de 8-oxodG (um dos biomarcadores de produtos da oxidação do ADN e indicador de lesões oxidativas no mesmo) em células brancas do sangue(19).

Assim, a introdução duma limitação no ciclo celular ou a indução de apoptose através de compostos bioactivos dietéticos, são abordagens que podem ser usadas para prevenir o cancro(20).
A progressão do ciclo celular passa por uma sequência de passos e postos de controlo, e, desta forma, proporciona diversas oportunidades para a intervenção através de componentes da dieta que podem potencialmente afectar e bloquear a proliferação de células neoplásicas(21).
Alguns dos componentes alimentares que regulam a proliferação celular incluem compostos fenólicos tais como a genisteína e a epigalocatequina-3-galato que provocam a paragem do ciclo celular (22)
Os isotiocianatos também podem regular a expressão da p21 (é uma reguladora da transição da fase G1 para S, sendo que é na fase S que se dá a replicação do DNA) no ciclo celular e inibir a proliferação celular na barreira G2-M do ciclo celular(23).
Muitos compostos alimentares, tais como o selênio, epigalocatequina-3-galato, feniletil isotiocianato, o ácido retinóico, o sulforafano, a curcumina, a apigenina, a quercetina e o resveratrol têm demonstrado o seu efeito preventivo do cancro através da inibição das vias de sinalização que podem conduzir ao cancro(24,25).

INFLAMAÇÃO E CANCRO
A inflamação é uma resposta fisiológica a uma variedade de condições no corpo humano. Estas condições incluem a invasão de microrganismos, trauma, irritação química ou tecidos estranhos. Embora a inflamação aguda seja geralmente benéfica e ajudar o corpo a responder rapidamente às ameaças externas, a inflamação crónica é prejudicial.
Nos últimos anos, muitas evidências experimentais e dados epidemiológicos têm mostrado uma associação entre as condições inflamatórias crónicas e a transformação celular maligna(26).

Vários mecanismos têm sido propostos para ligar a inflamação ao cancro e vários objectivos têm sido mostrados para a prevenção do cancro através de componentes alimentares bioactivos.
Radicais livres e aldeídos são produzidos durante a inflamação crónica e podem potencialmente induzir mutações no ADN e modificações pós-translacionais de proteínas importantes na malignidade (27)
Em resposta a um surto inflamatório, citocinas pró-inflamatórias, tais como o fator de necrose tumoral-α (TNF-α), interleucina-1 (IL-1), IL-6, Interferão-γ IL-12,  são sintetizadas e segregadas, levando a uma elevação de espécies reativas de oxigênio (ROS) e espécies reativas de nitrogênio. Em resposta a isso, as citocinas anti-inflamatórias (por exemplo, IL-4, IL-10 e TGF-ß) são secretadas para reduzir a acumulação de ROS.
Durante o processo inflamatório, a activação da via MAPK (mitogen-activated protein kinase)  e, subsequentemente, a expressão do factor nuclear-kB (NF-kB) e da parcela c-Jun da proteína de activação-1 (AP-1), levam ao acionamento de genes de sintase de óxido nítrico nuclear (iNOS) e de ciclo-oxigenase-2 (COX-2), entre outros. Estas enzimas estão diretamente envolvidos na produção de ROS e eicosanóides que se não forem removidos, podem aumentar o risco de cancro(28).
Qualquer uma dessas mudanças inflamatórias pode ser um potencial  alvo para constituintes da dieta. Muitos estudos demonstraram que existem componentes alimentares seleccionados, tais como, o ácido linoleico conjugado, os ómega-3, o ácido butírico, a epigalocatequina-3-galato, a curcuma, os isotiocianatos, certos cogumelos, a quercetina e as vitaminas A e D, que podem influenciar o processo inflamatório em vários locais.

INFLAMAÇÃO E  ANGIOGÊNESE

Na patogênese tumoral, a angiogênese é um passo crucial na sustentação das células malignas com nutrientes e oxigênio(29).
Durante a angiogénese, as células endoteliais são estimuladas por factores de crescimento tais como o factor de crescimento endotelial vascular (VEGF) e factor de crescimento de fibroblastos (FGF). Estes factores de crescimento são atraídos para o local da angiogénese, onde as citoquinas inflamatórias e chamarizes quimicos também estão presentes(30,31).
As metaloproteinases da matriz (MMPs) são enzimas importantes que medeiam o processo de angiogese. A prevenção da angiogénese através de componentes da dieta, resulta na redução do tamanho do tumor e é outro mecanismo que pode afectar e regular o crescimento tumoral. Componentes da dieta que inibem a angiogénese incluem ácidos gordos poli-insaturados(32) e polifenóis, tais como epigalocatequina-3-gal-tarde, o resveratrol, a curcumina, a scutellaria e o cordyceps(33,34).

OUTROS FATORES
Na gênese do cancro um dos fatores mais estudados e demonstrado é um ELEVADO NÍVEL DE stress OXIDATIVO que se verifica pela incapacidade para limitar o efeito devastador do aumento dos radicais livres que, mais tarde ou mais cedo, vão danificar a nossa informação genética, favorecendo a expressão do cancro.
Paralelamente, uma outra condição, indispensável para o desenvolvimento do cancro, é a DEPRESSÃO DO SISTEMA IMUNITÁRIO, que deriva habitualmente de stress crónico.

A SÍNDROME METABÓLICA COMO CAUSA DIRECTA DE CANCRO
 
As mulheres com maior índice de gordura corporal abdominal têm um risco superior de desenvolverem cancro da mama derivado de fatores hormonais.
Já os homens com “barriguinha” são os principais candidatos a desenvolverem cancro da próstata.
A investigação mais actual aponta no sentido de que “uma via relacionada com a insulina” e determinante da gordura abdominal, tem uma ligação directa com o desenvolvimento do cancro da mama pré-menopaúsico e do cancro da próstata a partir dos 40 anos.

QUE PODEMOS FAZER DO PONTO DE VISTA DA MEDICINA NATURAL?
Factores a controlar na prevenção do cancro da mama e da próstata:
• Tabaco;
• Abuso do álcool;
• Controlar o excesso de peso;
• Radiação: Evitar a exposição, tanto quanto possível aos raios X e às micro-ondas;
• Evitar ao máximo os diversos carcinogéneos de origem externa (sobretudo os que se formam ao aquecer demasiado os alimentos);
• Controlo da terapia de reposição hormonal;
• Controlar as infecções e inflamações crónicas (hepatite C), as parasitoses e virus, como o do papiloma (HPV);
•  Evitar, tanto quanto possível, os citostáticos (o tratamento com citostáticos (quimioterapia) para um cancro, pode vir a produzir um segundo cancro);
 • A DIETA
Um par de estudos da Universidade de Yale (Yale Cancer Center) envolvendo sobreviventes de cancro da mama descobriu que as mudanças de estilo de vida, sob a forma de uma alimentação saudável e exercício físico regular, podem diminuir os biomarcadores relacionados à recorrência e mortalidade por cancro da mama. Os resumos estava programado serem apresentados na reunião anual de 2014, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago 30 maio - 3 junho.
(Fonte: Yale University. "Lifestyle changes improve biomarkers for breast cancer recurrence, mortality." ScienceDaily. ScienceDaily, 22 May 2014. www.sciencedaily.com/releases/2014/05/140522175713.htm>.)

INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA
    Desintoxicação hepática, vasculo-linfática e colónica.
    Reposição enzimática celular. 
    Modulação de parâmetros inflamatorios.
    Equilibrio de radicais livres e redução do stress oxidativo.
    Regulação do pH.
    Nutrição celular com:
    Optimização das necessidades de vitaminas, minerais, oligoelementos, aminoácidos, ácidos gordos de forma individualizada.
    Tudo isto, tendo em vista a modificação e a modulação das vias metabólicas, da actividade hormonal, da resposta inflamatória, etc..

PRESCRIÇÃO GENÉRICA
     VITAMINA D (metilação do ADN, promove a diferenciação celular)
     VITAMINA C (anti-oxidante e outras múltiplas funções)

        PACK NUTRIENTES ESSENCIAIS
     ÓMEGA 3 (KRILL) (preservação da membrana celular, da reprodução celular e dos polímeros dos cromossomas, activam a ERK1/2) (35)

     MULTINUTRIENTES (nutrição celular, anti-radicalar)

     MINERAL (72 minerais/oligoelementos na forma ionizada indispensáveis para a regulação do pH)

    OSSOS SÃOS (todos os macrominerais indispensáveis ao bom funcionamento orgânico)

         MAIS
     CO-ENZIMA  Q10 (anti-oxidante e oxigenação celular)
     TOXINAS (drenador de toxinas e desintoxicador hepático)

QUE PODEMOS FAZER DO PONTO DE VISTA DA NUTRIGENÓMICA?
Suplementos críticos para prevenção e sobrevivência ao cancro da mama e da próstata

UM POUCO DE GENÉTICA...INCONTORNÁVEL
O Nrf2 (NF-E2-Related Factor 2), um factor transcricional em humanos que se encontra codificado no gene NFE2L2, regula a expressão de um conjunto de genes desintoxicantes e antioxidantes que protegem o corpo das devastações produzidas pelo stress oxidativo .
Num estádio de não stress, o Nrf2 está “ancorado” no citoplasma pelo seu inibidor específico – Keap1 (Kelch-like ECH-Associated Protein 1).
O Keap1 funciona como um sensor para os oxidantes e os xenobióticos eletrofílicos. Na presença de qualquer dessas substâncias, o Keap1 desiste da sua função de inibição e liberta o Nrf2, o que vai permitir que este se acumule no núcleo e se una com o  ARE (Antioxidant Response Element) localizado  nos potenciadores dos seus genes-alvo. Nestas circuntâncias, o Nrf2 promove a libertação de uma variedade de enzimas antioxidantes e proteínas desintoxicantes.
O referido fator nuclear derivado-eritóide 2 fator relacionado-2 (Nrf2)(a defesa celular primária contra os efeitos citotóxicos do stress oxidativo), um membro do Cap "n“ (CNC) da família de região-leucina básica de proteínas (bZIP), desempenha, assim, um papel importante na mediação da expressão gênica ARE (Antioxidante Response element). Além disso, a investigação tem demonstrado que o Nrf2 é um importante modulador da susceptibilidade à carcinogénese induzida por carcinogénico. O papel citoprotector do Nrf2 tem sido demonstrado na susceptibilidade de eliminar cancro em ratos; portanto, a ativação da sinalização  do Nrf2 e a indução dos seus genes-alvo tornam-no um alvo nutrigenómico de eleição para a prevenção do cancro. Além disso, muitos fitoquímicos são fortes ativadores do Nrf2, regulando as enzimas de defesa celular através da activação da via de sinalização do Nrf2(36).

PRESCRIÇÃO ESPECÍFICA
    Extracto de chá verde estandardizado a  95% polifenóis e 50% EGCG
     Quercitina
     Complexo de fitoesteróis
     Astragalus membranaceus estandardizado a 16%
     Scutellaria Baicalensis
     Saw Palmetto Extracto estandardizado a  45%
     Curcuma longa estandardizado a 95%  curcumin
     Bróculos Extracto 4:1 (rico em isotiocianatos)
     Indol-3-carbinol (I3C)
     Cordyceps sinensis
     Reishi (Ganoderma Lucidum)

Novas evidências mostram que fitoquímicos presentes em vegetais e frutas podem servir como potenciais agentes quimiopreventivos que também têm a vantagem de exibir praticamente nula toxicidade, baixo custo, e são reconhecidos como importantes componentes de alimentos saudáveis.
Estes fitoquímicos também têm sido associados à indução de enzimas de desintoxicação e defesa antioxidante celular.
Mas o mais importante, estes fitoquímicos dietéticos podem induzir a morte celular por apoptose em células pré-neoplásicas ou neoplásicas através de diferentes mecanismos de inibição do crescimento, incluindo a activação do citocromo C (C Cit )/caspase e paragem do ciclo celular e a inibição do factor nuclear-kB (NF-kB), transdutor do sinal da Janus quinase (JAK) e activador de transcrição (STAT) das vias de sinalização, RESULTANDO NA INIBIÇÃO DA PROGRESSÃO TUMORAL(37,38).
 

Estes nutrientes podem ser agrupados de acordo com os seus alvos de saúde específicos:
1. Anti-tumorais (EGCG, Quercitina, Fitoesteróis, Scutellaria, Saw Palmetto, Curcumin, Cordyceps, Reishi)
2. Anti-angiogénicos e prevenção de metástases cancerígenas (EGCG, Scutellaria, Curcumin, Cordyceps, Reishi)
3. Desintoxicação e apoio hepático (Scutellaria, Isotiocianatos (bróculos), Curcumin, Saw Palmetto, Cordyceps, Reishi)
4. Modulação hormonal (Fitoesteróis, Scutellaria, Saw Palmetto, Curcumin, I3C)
5. Anti-microbianos (Scutellaria, Cordyceps)
6. Anti-inflammatórios e anti-oxidantes (EGCG, Quercitina, Curcumin, Scutellaria, Isotiocianatos (bróculos), Cordyceps, Reishi)
7. Regulação imunitária (Astragalus, Scutellaria, Curcumin, Cordyceps, Reishi)

A EPIGALOCATEQUINA-3-GALATO (EGCG)
A EGCG foi identificada como o mais potente activador do Nrf2 entre os polifenóis do chá verde devido à sua capacidade para induzir a transactivação do gene da ARE.
As capacidades anti-inflamatórias e anti-stress oxidativo da EGCG podem ser potencialmente utilizadas para a prevenção do cancro em humanos.
Os efeitos quimiopreventivos da EGCG são atribuídos à modulação da via de sinalização intracelular responsável pela proliferação, diferenciação, apoptose, aderência, angiogénese e metástases associadas com a carcinogénese (39,40)

Um estudo recentemente publicado online pela revista, metabolómica, oferece uma explicação que os investigadores dizem que pode abrir uma nova área de pesquisa contra o cancro. O estudo relata que a EGCG, o constituinte ativo biológico no chá verde, alterou o metabolismo das células de cancro do pâncreas, suprimindo a expressão de uma enzima associada com o cancro, LDHA. Com base nesta constatação, eles concluíram que tanto a EGCG como o oxamato (um inibidor enzimático da LDHA), interrompem o equilíbrio nas funções metabólicas das células cancerosas. (Los Angeles Biomedical Research Institute at Harbor-UCLA Medical Center (LA BioMed) )
EM RESUMO
O principal polifenol do chá verde, epigalocatequina-3-galato (EGCG), tem demonstrado induzir a expressão da glutationa-S-transferase, a glutationa peroxidase, a ligase de glutamato cisteína, hemeoxygenase-1, e outras enzimas, protegendo, assim, uma variedade de células, incluindo neurónios em cultura, contra a morte celular induzida por stress oxidativo. EGCG modula o factor de transcrição Nrf2, que desempenha um papel chave na activação da enzima desintoxicante, HO-1, bem como outras enzimas da fase 2.

A QUERCITINA
Mas, o cancro é uma doença em que as células cancerosas passam a formar parte dos tecidos.
O estudo abaixo citado (41) teve como objetivo explorar o efeito da quercetina, composto flavonóide, sobre o crescimento e apoptose de células de cancro de mama humanos. Concentrações variadas (12,5, 25, 50, 100, 200 ^ M) de quercetina foram aplicados a células MCF-7 de cancro da mama humano em cultura para comprimentos de tempo definidos. A quercetina inibiu significativamente a proliferação de células MCF-7 avaliadas por MTT colorimétrico, em ambas as formas de dose-dependente e tempo (P <0,05). Verificou-se, também, um aumento da apoptose após 48h de exposição (P <0,05). Além disso, após o tratamento com quercetina a Bcl-2 (regulador da morte celular) diminuiu significativamente enquanto que a expressão do Bax (BCL2-associated X protein)(que pode promover a apoptose de células cancerígenas) aumentou significativamente.
A apontada investigação (42) indica que a quercetina, rica em polifenóis, pode induzir, também, a apoptose através de vias mitocondriais e dependente da caspase-3 (papel central na fase de execução da apoptose celular) em células do cancro da mama humano, e que pode melhorar a eficácia de fármacos quimioterapêuticos, tais como a doxorrubicina.
EM RESUMO
A quercetina inibe o crescimento de células e induz a apoptose em células MCF-7 de cancro da mama humano. Mas inibe ainda o crescimento de células cancerígenas da próstata (do cólon, ovário, endométrio e pulmão).
Os mecanismos por trás desses efeitos podem resultar da regulação baixa da Bcl-2 e a regulação positiva da expressão da Bax.

OS FITOESTERÓIS
Os fitoesteróis, também chamados de esteróis vegetais, são compostos à base de plantas que competem com o colesterol da dieta nos intestinos. A ingestão de fitosteróis pode reduzir a quantidade de colesterol absorvida pelo seu intestino e reduzir os níveis de colesterol no sangue. Mas eles podem, também, afetar o metabolismo da testosterona nos homens através das suas interações com a enzima 5-alfa-redutase.
Como protecção para o cancro, foi estimado que as dietas ricas em fitoquímicos pode reduzir significativamente o risco de cancro em tanto como 20%. Os fitoesteróis são fitoquímicos específicos que se assemelham ao colesterol na estrutura, mas são encontrados exclusivamente em plantas. Os fitoesteróis são absorvidos a partir da dieta em quantidades pequenas mas significativas. Os dados epidemiológicos sugerem que o teor de fitosteróis na dieta está associado com uma redução nos cancros comuns incluindo os cancros do cólon, mama e próstata. Os fitoesteróis afetam ao sistemas de acolhimento, permitindo respostas antitumorais mais robustas, incluindo a dinamização de reconhecimento imunológico do cancro, influenciando o crescimento tumoral dependente de tumores endócrinos-hormonais.
Além disso, os fitosteróis têm efeitos que inibem directamente o crescimento do tumor, incluindo o retardamento da progressão do ciclo celular, a indução de apoptose e inibição de metástases.
EM RESUMO
Os fitoesteróis, são imunomoduladores naturais, que penetram a estrutura das células, ativando as células saudáveis e fragilizando as células malignas, o que ajuda a garantir a efetividade da erradicação das células malignas.
 Os fitoesteróis têm a capacidade de neutralizar vários agentes cancerígenos que entram no organismo humano(43).

O ASTRAGALUS MEMBRANACEUS
Trata-se de uma planta milenar utilizada na Medicina Chinesa e ayurvédica para  as infecções, resfriado comum das vias respiratórias superiores, alergias, fibromialgia, anemia, HIV / AIDS, e para fortalecer e regular o sistema imunitário. Ele também é usado para a síndrome da fadiga crônica (SFC), doença renal, diabetes e pressão arterial elevada.
É hoje, ainda, utilizado em combinação com outras ervas, como p.ex. A Scutellaria baicalensis, por via oral, para o tratamento do cancro de mama, do colo do útero, do pulmão e da próstata.
Vários estudos indicam que as saponinas e outros compostos botânicos abundantes nesta planta apoiam o comportamento das células da mama e da próstata saudável e reforçam a imunidade .
O astragalus possui ainda um componente que aumenta o tamanho dos telômeros (parte terminal dos cromossomas que determina a longevidade).
A evidência científica demonstra a capacidade do astragalus para melhorar o sistema imunitário e combater doenças, incluindo cancro e doenças do coração.
Investigadores da Universidade do Texas - MD Anderson Cancer Center descobriram que o extrato de astragalus impulsionou a capacidade de destruição de células cancerígenas(44).
EM RESUMO
Plantas Imunomoduladoras, tais como o extrato de Astragalus membranaceus raiz (Huang Qi) (e, como veremos, também, o extrato de Scutellaria baicalensis), podem desempenhar um papel extremamente importante na saúde dos seios e, também, da próstata. O Astragalus não só reforça a baixa imunidade que deriva da toma de muitos medicamentos contra o cancro, mas, também, contém uma variedade de saponinas que carregam os seus próprios efeitos anticancerígenos e pro-apoptóticos contra células cancerosas humanas.

A SCUTELLARIA BAICALENSIS
É uma planta usada há milhares de anos pela Medicina Chinesa.
Possui efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. Antimetastáticos: a agregação de trombócitos pode funcionar no mecanismo da acção anti-metastática. Foi observada uma correlação directa entre a actividade funcional de plaquetas, por um lado, e o grau de avanço dos tumores e a sua actividade metastática, por outro. O extracto de Scutelllaria baicalensis demonstrou produzir um efeito normalizador mediado pela homeostasia plaquetária qualquer que seja o padrão de alteração, o que aponta para a actividade adaptogênica da planta. Esta atividade julga-se ser a responsável pelo efeito antitumoral da droga e, em particular, dos seus efeitos de prevenção da metastização(45).
• Efeitos antimicrobianos: Num estudo de laboratório, a apigenina e a luteolina isoladas da Scutellaria baicalensis apresentaram atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus  resistentes à meticilina.
• Atividade Antimutagénica: mostrou atividade antimutagênica em alguns estudos “in vitro”. Nm estudo, a Scutellaria baicalensis inibiu os danos no DNA em linfócitos, causada pelo material total de partículas de cigarro.
Numa série de estudos, Wong et al. (46) determinaram que  a Scutellaria baicalensis inibia a mutagénese causada por benzopireno, no fígado de ratos.
Estes efeitos podem ser devidos à inibição da actividade do citocromo P450IA1-EROD.
Num estudo animal, a Scutellaria baicalensis inibiu o desenvolvimento de lesões pré-neoplásicas nas glândulas mamárias de ratos.
• Atividade de inibição da aromatase: Num estudo “in vitro”, esta planta inibiu quer a aromatase livre quer a intracelular
• Em dois estudos de mutagênese dos mesmos autores, a Scutellaria Baicalensis inibiu a mutagênese inibindo a mediação do metabolismo do CYP3 e CYP450IA1 (enzimas com função de oxidar xenobioticos)
• Apresenta, ainda, uma Função hepatoprotectora contra hepatotóxicos(47,48).
• Atividade anti-hipoxia: ela pode evitar a diminuição da energia das mitocôndrias em hipóxia, inibir a restrição de energia dependente de succinato e preservar as membranas mitocondriais intactas (49)
• Propriedades antifúngicas(50).
EM RESUMO
A Scutellaria mostra alta seletividade na inibição de linhas celulares de cancro, e continua a ser uma escolha segura e bem tolerada por pacientes com cancro metastisado.

SAW PALMETTO
Saw Palmetto é uma erva tradicionalmente utilizada para o tratamento dos sintomas de hiperplasia benigna da próstata.
Porém, alguns estudos “in vitro” têm encontrado que o Saw Palmetto inibe o crescimento de células cancerosas da próstata e pode induzir a apoptose.
Os estudos em animais mostram que o Saw Palmetto inibe o crescimento de células tumorais, indicando que pode ser útil no tratamento, não só do cancro da próstata, mas outros, como o da mama.
Outros estudos mostram que Saw Palmetto melhora os sintomas do trato urinário relacionadas com HBP. Embora estes estudos sejam promissores, são necessárias mais pesquisas para determinar se o Saw Palmetto é eficaz para estas condições(51,52).

A CURCUMINA
A CURCUMINA é hoje incontornável no tratamento do cancro.
Como foi resumido por Hatcher et al. (53), a Curcumina protege contra vários tipos de carcinomas.
A curcumina exerce tanto efeitos antioxidantes diretos, como indiretos por limpeza das espécies reactivas de oxigênio (ROS)  e induzindo a expressão de proteínas citoprotetoras de uma forma dependente da Nrf2.
 Ficou demonstrado, ainda, que a curcumina induz a expressão de GSTP1 com o envolvimento do factor de transcrição Nrf2 em células hepáticas humanas.
O pré-tratamento com a curcumina pode proteger contra a morte celular induzida por H2O2, aumentando a regulação de HO-1 (heme oxigenase – responsável pela sobrevivência da célula sã e apoptose da alterada) e tioredoxina (função antioxidante), que são mediadas pelo factor de transcrição Nrf2 . Além disso, a curcumina pode activar a expressão ARE-mediadora de genes de defesa antioxidantes em monócitos humanos através da PKC-δ, p38MAPK (inibidores da Kinase) e Nrf2 .
A curcumina possui propriedades anti-tumorais directas, com ajuda da modulação hormonal e desintoxicação do fígado, e estabiliza a P-53 (gene de supressão tumoral) do cromossoma 17.
No que respeita às preparações de extrato de rizoma de cúrcuma (curcumina) de alta qualidade, comprovou-se inibirem a proliferação de células de cancro da mama, através da regulação de mediadores inflamatórios como o NFKB (factor de transcrição envolvido na resposta celular a estímulos como o stress, citocinas, radicais livres, radiação ultravioleta, oxidação de LDL e antigénios virais e bacterianos).
A investigação tem, ainda, demonstrado que a cúrcuma ajuda a manter a saúde do fígado, particularmente durante a exposição a toxinas, a manter a saúde cognitiva e neurológica, oferece poderosos benefícios para a saúde celular em todo o corpo, tanto para o apoio activo, bem como a manutenção a longo prazo e oferece um poderoso suporte anti-envelhecimento contra os radicais livres e toxinas.
EM RESUMO
A actividade biológica da curcumina deriva da sua actividade anti-inflamatória, das suas propriedades antioxidantes, e indução de enzimas de fase 2 de desintoxicação tais como a heme Oxigenase (HO-1). A curcumina produz os curcuminoides, curcumina demetoxi (DMC) e curcumina bisdemetoxi (BDMC). A DMC tem mostrado induzir a HO-1 (heme oxigenase – efeito anti-inflamatório) de forma mais eficaz. A capacidade de DMC e BDMC para induzir a expressão de HO-1 e para translocar o Nrf2 para o núcleo das células beta do pâncreas sugere que eles podem desempenhar um papel decisivo na defesa celular.

O SULFUROFANO
O extracto de Bróculos é muito rico em Isotiocianatos.
Os Isotiocianatos (ITCs) são encontrados em vegetais crucíferos, como o brócolo, a couve de Bruxelas, a couve-flor e o repolho. Em particular, o sulforafano (SFN) é um tipo de ITC encontrado em vegetais crucíferos e encontra-se em níveis particularmente altos nos brócolos.
Evidências epidemiológicas sugerem um risco reduzido de cancro de próstata, pulmão, mama e cólon em pessoas que consomem vegetais crucíferos (54).
O sulforafano (SFN) tem provado ser um agente quimiopreventivo eficaz em culturas celulares, em modelos de cancro induzido, bem como em modelos de xenoenxerto de cancro.
Os bróculos, demonstradamente, ajudam a combater tanto o cancro de mama como o de próstata, sendo que o seu potente efeito anticancerígeno é devido a vários dos seus compostos ativos, tais como o referido sulforafano, mas também o indol-3-carbinol e o ácido glucárico 5 (cálcio D-glucarate) (estes dois últimos com efeitos de moduladores hormonais). Mas possui, ainda, uma alta concentração de carotenóides, tais como a luteína e a zeaxantina, com os seus efeitos estimulantes sobre a quebra de agentes cancerígenos ambientais associados ao cancro da próstata.
O sulfurofano (SFN) pode,  também, induzir enzimas de fase II a seguir à ingestão por via oral. Em células humanas HepG2, o sulforofano activa a expressão de mRNA de UDP-glucuronosyltranferase (UGT) 1A1 e GSTA1 .
Nos últimos anos, dois principais mecanismos têm sido propostos para explicar a indução de enzimas de fase II pelo sulfurofano. Uma delas é a interrupção da interacção Nrf2-Keap1 e o outro é a activação da “mitogen-activated protein kinase (MAPK)”(regulam a proliferação, expressão gênica, diferenciação, mitose, sobrevivência celular e apoptose) (55).
UMA BREVE NOTA
Os bróculos e as crucíferas em geral contêm glucorafanina (GFN), que é o glucosinolato precursor do SFN. Mastigar ou cortar os legumes liberta um enzima, mirosinase, que converte o GFN em sulfurofano (SFN), que é a forma associada à prevenção do cancro. A actividade inadequada deste enzima, ou a incapacidade do enzima de entrar em contacto com a GFN diminui consideravelmente a quantidade de SFN disponível a partir destes vegetais. A mirosinase é inativada pelo calor, assim, o cozimento a altas temperaturas, ou por longos períodos de tempo, diminui a sua actividade e daí resulta uma menor absorção de SFN.
Dentro das crucíferas, a mirosinase está localizada num compartimento celular separado da GFN, assim, é indispensável romper a matriz do tecido, por mastigação ou cortando-a, expondo a GFN. Diferentes técnicas de cozinha e graus de mastigação afetam a quantidade de SFN absorvido a partir de fontes dietéticas.
EM RESUMO
O sulforafano (SFN), um isotiocianato de ocorrência natural derivado de vegetais crucíferos, induz enzimas de fase 2 citoprotectivas, apoiando a resposta do corpo ao stress oxidativo e à inflamação. O SFN poderá modificar resíduos de cisteína críticos de Keap1, levando à estabilização e ativação da ARE através da Nrf2, induzindo enzimas de fase 2. A investigação, ainda, tem demonstrado que o sulforafano, através da indução da Nrf2, protege o cérebro contra lesões hipóxico-isquêmicas e pode melhorar a função cognitiva quando administrado após uma lesão cerebral traumática.

O INDOLE-3-CARBINOL
O Indole-3-Carbinol (I3C) é um fitonutriente sulfuroso que se encontra nas crucíferas, como os brócolos e que no organismo se converte em diindolylmethane (DIM) . O Indole-3-Carbinol tem uma forte acção anti-carcinogénica, nomeadamente ao nível do cancro da mama, ovário e da próstata, pela inibição da conhecida 16-alfa hidroxi-estrona, um tipo de estrogénio que causa danos no ADN e inibe a apoptose (morte celular programada) das células cancerígenas, provocando uma proliferação destas células tumorais podendo degenerar em metástases.
O Indole 3-Carbinol mantém, também, o equilibrado balanço estrogénio/testosterona, sendo por isso fundamental para o sistema endócrino tanto da mulher como do homem.
É ainda um potente antioxidante e desintoxicante hepático.
Os estrogénios nomeadamente o estradiol pode converter-se em 2-hidroxi-estrona ou 16 hidroxi-estrona. A 16 hidroxi-estrona é altamente carcinogénica pois causa danos a nível do material genético das células (ADN) e inibe a apoptose (morte celular programada) das células cancerígenas. O I3C facilita a conversão de estradiol em 2-hidroxi-estrona reduzindo a taxa de conversão deste em 16-hidroxi-estrona e evitando, por isso, a actividade carcinogénica da mesma.
A relação 2-hidroxi-estrona/16-hidroxi-estrona indica o risco da mulher de desenvolver cancro da mama e do ovário. Níveis de 2-hidroxi-estrona elevados predominam em mulheres com menos probabilidade de ter cancro, enquanto níveis elevados de 16-hidroxiestrona são mais frequentes em mulheres com cancro.
Quando as células cancerígenas da mama são tratadas com I3C (in vitro), 90% delas param de crescer, sendo ou não dependentes de estrogénios. I3C reduz a incidência do cancro do cervix de 76 para 8% em ratos de laboratório, e inibe o crescimento do cancro da mama, de forma mais eficaz do que qualquer outro agente usado isoladamente. O I3C aumenta a concentração de 2-hidroxiestrona, e com isto a diminui a possibilidade de aparecimento de tumores na mulher e no homem. O seu efeito no homem deve-se especialmente à capacidade de bloquear uma aflatoxina que promove o cancro da próstata, tornando-se por isso muito importante, também, na saúde do homem.
Constatou-se que na maior parte das pessoas com cancro, o gene p53 está inactivado. Pela inibição de factores de crescimento (proteínas kinases), activando a actividade dos genes p53 e p21, facilitando assim a apoptose das células cancerígenas, o I3C pode ser um agente quimioterapêutico em diversos tipos de doenças malignas. Infelizmente devido ao empobrecimento dos vegetais, e pelo facto do consumo destes na sociedade moderna ser cada vez menor, a quantidade de I3C que podemos obter dos mesmos é muito reduzida.
EM RESUMO
O I3C é convertido no organismo, conforme as necessidades, em diindolylmethane (DIM), um poderoso regulador hormonal (tão eficaz como o tamoxifeno, mas sem nenhum dos seus efeitos secundários) e com grande potencial quer na prevenção, quer no tratamento dos cancros da mama e da próstata.
Ele pode inibir a ação negativa do vírus HPV, restringir as aflatoxinas cancerígenas e impedi-las de produzirem determinados tipos de cancro. Pode, também, desnaturar produtos químicos perigosos,chamados dioxinas, e impedi-los de provocar danos no ADN.

O CORDYCEPS SINENSIS

A Cordicepina, um dos seus  principais componentes activos, tem demonstrado possuir muitas actividades farmacológicas, incluindo a estimulação imunitária, anti-bacteriana, anti-viral, anti-oxidante, anti-inflamatória e anti-tumoral. Pode ser um benefício para apoiar pacientes com cancro e sobreviventes do cancro. A evidência disponível sugere que a eficácia do CS como um potencial agente terapêutico anti-neoplásico/anti-cancro está relacionada ao papel de activador da resposta imune inata (56)

Quais são os benefícios potenciais do Cordyceps sinensis?
A investigação tem mostrado as seguintes ações e os efeitos do extrato de Cordyceps sinensis: (CS):
   1 -  Os polissacarídeos no CS têm demonstrado que têm actividade estimulante imunitária e anti-tumoral.
    2 – O CS tem demonstrado inibir o crescimento de várias linhas celulares de cancro.
    3 – O CS também tem demonstrado proteger o fígado e os rins dos efeitos secundários tóxicos da quimioterapia.
    4 – O CS tem mostrado potenciar e aumentar a actividade de algumas drogas de quimioterapia.
    5 – O CS tem mostrado promover a morte celular (indução de apoptose). As células normais entram em destruição (apoptose) quando a célula é danificada. As células cancerosas não conseguem fazê-lo. Os agentes que causam a morte de células normais são amplamente utilizados na quimioterapia hoje. O CS tem demonstrado que induz a apoptose ou morte celular em células cancerosas o que sugere que o CS deve ser uma terapia adjuvante útil para o tratamento do cancro.
   6 – O CS é um potente antioxidante, protegendo as células dos danos dos radicais livres. (não esquecer que quando o ADN(material genético) nas células é danificado, o risco de cancro aumenta). O CS tem mostrado aumentar a produção de glutationa e SOD, antioxidantes naturais protectores produzidos nas nossas células para as proteger contra os danos produzidos por radicais livres e pela oxidação.
   7 – O CS tem demonstrado possuir propriedades anti-inflamatórias. A inflamação é um fator comum a muitas doenças, incluindo  o cancro. Ele apoia a gestão da inflamação e modula o nosso sistema imunitário. Em particular, o CS mostrou suprimir a produção de COX-2, NFkB e TNFa, moléculas inflamatórias presentes em células cancerosas e em muitos outros processos de doença.
   8 – O CS tem demonstrado produzir o aumento de células assassinas naturais (NK). As células NK são células de proteção primária na nossa resposta imune inata natural e são aCtivas contra ambas as células tumorais e células virais.
   9 – O CS, também, demonstrou inibir metástases e a proliferação de alguns tipos de cancro (mama). É a metástase, a propagação de células de cancro do local original do tumor primário para outras partes do corpo, que faz com que os pacientes de cancro venham a morrer. Inibir as metástases é portanto evitar a morte por cancro. (57)
10 – Váriadissimos estudos têm mostrado que o CS impede as metástases através da inibição da angiogénese, o processo pelo qual as células tumorais fazem novos vasos sanguíneos, permitindo que os tumores cresçam, assim como, permitindo que as células cancerosas entrem na corrente sanguínea e viajem para outras partes do corpo.
   11 - Pacientes com cancro utilizando CS juntamente com a sua quimioterapia, relatam menos fadiga, redução da dor e menor perda de peso durante o tratamento.
   12 - O CS demonstrou também propriedades anti-virais e anti-bacterianos. Os pacientes com cancro estão muitas vezes em risco de infecção durante a quimioterapia e depois da cirurgia. Os investigadores acreditam que o CS aumenta a resistência a infecções por modulação da função imunitária, aumentando os glóbulos brancos e as células natural killer e modulando a inflamação.
   13 - Além disso, o CS demonstrou proteger contra a perda óssea e a osteoporose, um factor de risco para muitos pacientes, especialmente no cancro da mama e da próstata, com utilização de medicamentos que bloqueiam as hormonas.(58)
Reishi (Ganoderma lucidum): Mais uma erva chinesa antiga e um dos mais importantes Cogumelos Medicinais que tem muitas vantagens para oferecer aos pacientes com cancro.

O REISHI
O Reishi é um dos grandes tónicos moduladores imunitários e tem sido usada há séculos na Ásia em fórmulas nutritivas  e promotoras do rejuvenescimento e que promovem a vitalidade e a longevidade.
A investigação mais recente mostra, especificamente, que este poderoso fungo pode apoiar a saúde de pacientes com cancro.(59)
Reishi (Ganoderma lucidum): A A recente investigação acerca do Ganoderma lucidum, também conhecido como Ling Zhi, sugere os seguintes benefícios (60):
  1 - Pode trabalhar em sinergia para melhorar as propriedades de alguns medicamentos de quimioterapia e tratamentos de cancro por Imunoterapia;
  2 - Pode promover a função de inflamação normal, baixando  a expressão do IL-6 e TNF alfa (interleuquina 6 e factor de necrose tumoral);
  3 - Pode ajudar a potenciar a função antioxidante natural  do ADN ligada a danos genéticos devido ao stress oxidativo;
  4 - Pode melhorar o controlo do desenvolvimento e progressão de células tumorais;
  5 - Pode modular e promover a função imunitária normal

EM CONCLUSÃO
As desvantagens de ter tantas opções do ponto de vista nutrigenómico, é a de que os pacientes podem acabar tendo um grande número de comprimidos ou o regime de dosagem pode ser muito confuso, ou, ainda, as opções podem não cobrir, ou não cobrir sificientemente, as várias vias de sinalização genética indispensáveis para uma prevenção ou tratamento eficazes.
Para simplificar as coisas, eu recomendo o uso de misturas nutrigenomicamente desenhadas e com provas dadas que me permitem agir terapêuticamente com toda a segurança e tranquilidade. Mas mesmo algumas das poucas misturas bem desenhadas nutrigenomicamente, frequentemente, focam-se apenas a algum dos apectos a ter em conta no tratamento e têm mesmo doses relativamente baixas dos seus princípios activos, não atendendo, também, muitas vezes a uma absoluta qualidade da matéria prima.
POR ISSO É QUE AS FÓRMULAS REALMENTE EFICAZES NUTRIGENOMICAMENTE SÃO, AINDA HOJE, RARÍSSIMAS NO MERCADO MUNDIAL
As fórmulas dos laboratórios ECOGENETICS usam quantidades generosas de ingredientes individuais e, além disso, aproveitam o seu efeito sinérgico para produzir um efeito mais forte do que o de cada ingrediente isolado. Por outro lado, dirigem-se aos aspectos essenciais para prevenir ou combater o cancro e sobretudo a sua metastização.
Estas fórmulas super exclusivas são concebidas para:
1 - Activar a via genética Nrf2 que regula a produção dos antioxidantes mais importantes que podemos disponibilizar ao nosso organismo, como a glutationa e o superóxido dismutase (SOD), bem como poderosissímos enzimas de desintoxicação, incluindo a glutationa-S-transferase, a glutationa peroxidase, a ligase de glutamato cisteína, hemeoxygenase-1, e outras enzimas, protegendo, assim, uma variedade de células, incluindo neurónios em cultura, contra a morte celular induzida por stress oxidativo;
2 - Baixar a regulação de factores inflamatórios, tais como o NF-kB e, consequentemente, eliminar a inflamação;
2 - Inibir a angiogénese e, consequentemente, a metastização;
3 – Modelar a função Hormonal e anti-tumoral;
4 – Reforçar o sistema imunitário e desintoxicar o fígado.

As Fórmulas Células Sãs, Seios Sãos  e Próstata Sã, foram medicamente concebidas e cientificamente desenhadas para proporcionarem um seguro e eficaz apoio quer à prevenção quer ao tramento do cancro em geral e, em particular, da mama  e da prótata e serem o meio preventivo ideal para evitar a degeneração celular.
Por detrás delas encontram-se algumas das maiores autoridades em nutrigenómica, medicina integrativa e saúde celular.
Ambas as fórmulas aproveitam os benefícios de um  conjunto sinérgico de compostos cuidadosamente escolhidos e clinicamente testados, num único suplemento diário.
Estas fórmulas nutrigenómica multi-dimensionais abrangem todos os aspectos da saúde para prevenção e tratamento do cancro, incluindo:
Modulação hormonal Crítica.
Poderosa proteção celular
Sistema imunitário poderoso

Se o objectivo terapêutico é a defesa activa da saúde celular e/ou a sua manutenção a longo prazo, podemos contar com estas fórmulas nutrigenómicas, verdadeiramente eficazes, de combinação de compostos clinicamente testados que nos oferecem uma abordagem inovadora e abrangente para a saúde. Defesa activa essa que vai durar uma vida inteira.
http://www.bpure.net/signature-series/celulasas.html

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35-ERK1 e ERK2 são kinases proteicas (serina/treonina) que participam na cascata de tradução denominada Ras-Raf-MEK-ERK. Esta cascata participa na regulação de uma grande variedade de processos, incluindo a adesão celular, a progressão do ciclo celular, a migração de células, a sobrevivência das células, a diferenciação, o metabolismo, a proliferação e a transcrição. (Nikolakopoulou Z, Nteliopoulos G, Michael-Titus AT and Parkinson EK: Omega-3 polyunsaturated fatty acids selectively inhibit growth in neoplastic oral keratinocytes by differentially activating ERK1/2. Carcinogenesis (2013))

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Stop Cancer
Data do Artigo: 
Sexta, 11 Julho, 2014
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Sobre o autor

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Antonio Marcos, is a university teacher and writer on holistic health. He is founder, professor and president of Instituto Português de Naturologia and runs a group of clinics - Dr. Marcos Blood Diet Clinic - where is implemented his own holistic approach to Natural Medicine based on genetics and the healthiest diet that mimics the diet of our remote ancestors which print our DNA