A DIETA GENÉTICA EM RESUMO

A DIETA GENÉTICA EM RESUMO

Os meus postulados
A minha aproximação à dieta ideal assenta numa abordagem genético-antropológica que pretende identificar os principais traços alimentares que estabeleceram marcadores de adequação no nosso ADN.
1º - Nada há de mais sólido em termos de dieta do que o conhecimento daquilo que nos alimentou durante centenas de milhares de anos. Nesta matéria, nenhuma dieta pseudo-científica moderna, assente na abordagem epidemiológica, traz qualquer contributo credível quando contraposta com o conhecimento da alimentação que alicerçou a nossa genética. As dietas de "criação" recente e as dietas da moda, além de venderem livros e revistas apenas servem para alimentar a indústria da doença;
2º - O nosso organismo provavelmente consegue funcionar, ainda, em plenitude com cerca de 10 a 15%, do nosso aporte diário, de disparates alimentares. Alguns nutricionistas-evolucionistas provavelmente irão recomendar-lhe, como se se tratasse de alimentos integrados no conceito alimentar genético, coisas como vegetais ultracongelados, batidos proteicos, sumos vegetais industriais, barritas, leite de amendoas, conservas de atum e outras em que o alimento está altamente processado, etc.  Trata-se de disparates que nada têm de adequação genética conosco e que, no limite, não deverão ultrapassar aquela percentagem diária para aqueles que não os consigam evitar totalmente (NUMA ESCALA DE 0 A 20 VEJA EM QUE LUGAR QUER COLOCAR A SUA SAÚDE DE ACORDO COM A PERCENTAGEM DE DISPARATES ALIMENTARES QUE COMETE, SENDO CERTO QUE ABAIXO DO 10 É DOENÇA PELA CERTA, ENTRE O 10 E O 13 É UMA SAÚDE ASSIM ASSIM, DO 14 AO 17 É UMA BOA SAÚDE E A PARTIR DAÍ É MÁXIMA PERFORMANCE);
3º - A dieta genética assenta num conjunto mais ou menos vasto de alimentos que fomos consumindo ao londo de centenas de milhares de anos, e que foram tendo variações, mais ou menos assinaláveis em diferentes partes do planeta, conforme os recursos e necessidades de adaptação local e que podem variar de dietas mais densas do ponto de vista do aporte proteico e de gordura, até àquelas que quase se aproximam do vegetarianismo, sendo certo que nenhuma comunidade humana, em situação normal, e em nenhum tempo, teve uma dieta totalmente vegetariana. Há, pois,  um conjunto de alimentos que são os que fazem da dieta genética aquilo que ela é - a dieta que nos está nos genes - mas as opções e combinações individuais, em termos de diversidade e quantidade, são bastante fluídas;
ASSIM
4º - Todas as comidas industrializadas modernas são péssimas opções. Evite todo e qualquer alimento que tenha sido transformado pelo homem, com excepção de fermentados e germinados. Pense sempre em alimentos naturais, tal e qual a natureza os dá e que possam ser consumidos sem sofrerem qualquer transformação através do calor, ou outro meio artificial;
5º - Evitem ao máximo o açúcar, bolos, bolachas,refrigerantes, sendo que a regra de ouro é a de eliminar  todos os alimentos que possuam elevado nível insulinogénico;
6º - Se bem que podemos sobreviver à base de cereais (pão, farinhas, massas, bolachas, pizzas, etc), a verdade é que eles têm um péssimo valor em termos de nutrientes. Trata-se de calorias vazias que ao final de algum tempo acbarão por esgotar as reservas de nutrientes do próprio organismo. Na verdade, os cereais são verdadeiros "ladrões de nutrientes" que ainda aliam a presença de substâncias (lectinas) altamente prejudiciais para o organismo (sobretudo para as glândulas endócrinas), e inibidores (fitatos e oxalatos) da absorção de nutrientes que ainda nos vão fazer a possibilidade de absorver nutrientes de outros alimentos "vivos" que com eles consumamos. Estamos a consumi-los há menos de 10.000 anos e ainda não nos adequamos geneticamente a eles. Se não poder evitá-los totalmente, reduza-os a uma expressão infíma (a quinoa, o amaranto e a chia não são cereais);
7º - Não existe qualquer negociação nesta matéria, os lacticíneos também não são paradigmas nutricionais da Dieta Genética. Mais uma vez, a sua introdução na alimentação humana é relativamente recente, sendo que p.ex. o leite de vaca parece não ter mais de 2500 anos e apenas em zonas estritas do globo. Se não conseguem passar sem eles, então: 1) Veja se eles não lhe provocam nenhum tipo de reação alérgica ou digestiva; 2) Pergunte-se se vale mesmo a pena mantê-los na sua dieta, sabemdo que eles acidificam imenso o seu organismo e abrem a porta a doenças degenerativas e que o cálcio deles provenientes não passa de um mito; Se mesmo assim quer persistir na sua toma, então: 3) inclua apenas aqueles que estejam em estado cru (não pausteurizado), ou fermentados a partir de leite cru e de animais criados em pastagem (exija essa informação do seu fornecedor);
8º - A base da sua "pirâmide alimentar" deve ser composta por PROTEÍNAS e GORDURAS e, residualmente ( a não ser para aqueles que tenham grande atividade, ou em momentos de grande intensidade física), HIDRATOS DE CARBONO (que de preferência provirão de vegetais e frutas pouco insulinogénicas, como p.ex. frutos do bosque orgânicos). Ou seja, exatamente o contrário daquilo que é advogado na roda dos alimentos, ou na pirâmide alimentar de Harvard;
9º - Inclua na sua alimentação carne (vermelha, branca) de animais criados da forma geneticamente adequada. Os bovinos geneticamente estão desenhados para se alimentarem de pastagem e não de cereais. Os peixes e mariscos devem ser capturados no mar.Já as aves, sendo granívoras, necessitam ser criadas ao ar livre e em contacto com a terra. A carne de animais selvagens é sempre a mais adequada;
10º - A sua alimentação deve conter uma dose generosa (como regra, cerca de 25% do aporte diário de calorias) de gordura proveniente de animais de pastagem (aqui se podendo incluir a manteiga) e gorduras vegetais (azeite, abacate, frutos oleaginosos). Não tenha medo das gorduras saturadas com origem em animais de pastagem, porque elas, não só não lhe produzem qualquer risco cardiovascular (desde que não as cozinhe em alta temperatura e durante demasiado tempo), como são essenciais ao seu bom funcionamento corporal e à absorção de nutrientes;
11º - Escolham alimentos de boas proveniências (orgânicos, criação tradicional), pressionem os vossos fornecedores e sejam exigentes e não os cozinhem como regra geral, consumindo-os no seu estado mais puro e nutritivo (preferência por sumos de vegetais em vez da sopa, frutas de estação e tropicais, oleaginosas e carne e peixe crus quando possam garantir a sua proveniência). Se tiverem que cozinhar os alimentos, como p.ex. a carne e o peixe, façam-no sempre a temperaturas que não ultrapassem os 100% e durante breve tempo (o forno está completamente excluído pela transformação que opera nas proteínas, gorduras e polimerização dos hidratos de carbono, transformando-os em substâncias altamente cancerígenas);
12º - Tente encontrar, a partir dos elementos genéticos apontados, a dieta que melhor o faça sentir e a que mais individualizada seja para si e estabeleça a alternância entre períodos de maior consumo de alimentos (o período invernal é bom para isso) e períodos de privação alimentar (a Primavera é excelente para isso) em que reduzirá substancialmente o seu aporte alimentar p.ex. durante uma semana, baseando a sua alimentação mais em sumos vegetais e frutas pouco insulinogénicas e, aqueles que puderem, jejuem.

GENES E DOENÇA
Data do Artigo: 
Quinta, 13 Fevereiro, 2014
Sobre o autor

admin

Antonio Marcos, is a university teacher and writer on holistic health. He is founder, professor and president of Instituto Português de Naturologia and runs a group of clinics - Dr. Marcos Blood Diet Clinic - where is implemented his own holistic approach to Natural Medicine based on genetics and the healthiest diet that mimics the diet of our remote ancestors which print our DNA